quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O Galinheiro da felicidade


Logo cedo, as galinhas estão em festa
Se uma galinha faz barulho...
Imaginem duas dúzias?!Dá engulho...!
O wikipedia que não me contesta.

Elas são uns bichinhos domésticos...
Bonitinhos...! Porém, de asas cortadas...
Pois, do contrário, são envenenadas
Pintam o sete; são peritas no estilístico.

No Egito, são 'pássaros que dão à luz todos os dias'
Seu cacarejar enfastia
Caluda, ...suas f.d.p.!

Acabem com essa histeria, suas caprichosas!
Fechem o bico, perigosas!
Pois, isso faz parte da cultura inútil!
p.s.: Qualquer semelhança, não existe nada de coincidência!

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Meu Pavão Vermelho

     
 A Sosígenes Costa

Ora, Pavão Vermelho, és minha alegria!
Outrora _ minha vida era vazia! Solidão de  noite, de dia...
Tua presença fizera minha existência apetecida
Felizarda sou agora! _ No meu coração, tua amizade fora concebida!

Ó, Pavão Vermelho, há pouco estavas no quintal!
Imponente, e de ótimo astral
Sobrepujaras o amor que te ofereçi, preferindo ir embora
Ainda brilha, no horizonte, a aurora.

Cor púrpura, cor espectral!
Matizes de vários tons
...Tive uma ideia...! Nada faço sem  retocar o baton...!

Não te esqueço, Pavaozinho Vermelho! Fizeste a minha cabeça!
Justo hoje me pregaste essa peça!
Irei buscar-te onde tu estiveres; até no inferno!

sábado, 7 de dezembro de 2013

Paranóia no NE


                   
                             A Roberto Piva
Eu vi uma cidade cujo nome eu jamais esquecerei
onde anjos tombam como se fossem bonecos mamulengos
sangues nas ventas e tripas no terreiro
onde  meninas são estupradas pelos próprios pais, tios,
padrastos, etc.
Onde adolescente estuda, mas não tem discernimento
estéril mata, esfola os seres humanos de bem e
apenas é apreendido, e logo liberado
onde a pedida agora é a via da bandidagem
dinheiro fácil e se fazer bem na fita
onde a TV globo é a lei e inspiração
na sua triste vida
massificação
onde as drogas rolam soltas; a cocaína vem com os home de
avião
ao crack se entrega, assinando sua 'libertação'
a vida vira página virada, bestamente,
se não pagar o patrão
onde o estudo faz parte de sua alienação
quer um diploma, sem leituras e
intelectualização
onde as armas pesadas que possui
foram fichinhas na guerra do Vietnã
as fronteiras estaduais, todas, sem exceção,
liberadas aos forasteiros de plantão
onde o álcool parece que já faz parte da grade
curricular do ensino fundamental
onde apenas é bambam, quem se fizer pangaré
tudo muito bonito, só pra inglês vê
onde as borboletas voam acima
das cabeças
e os urubus ficam atentos aos pequenos
deslizes
onde a morte virara a coisa mais
natural do mundo
viver não valerá mais a pena
onde a cabeça é mais um objeto
obsoleto


p.s.: inspirado no poema Paranoia em
Astrakan, do Poeta Roberto Piva
Veja
http://adeiltonlima.com.br/2013/02/poesia-do-dia-roberto-piva-paranoia-em-astrakan/

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Uma Poética pra se lambuzar com melaço


Livro: Melikraton
Autora: Fidélia Cassandra
Editora: Latus
Campina Grande:2013

     "Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar." Machado de Assis

O livro Melikraton é como bem conceitua a autora "uma beberagem de múltiplos sabores". É de fácil compreensão, é como se lambuzar com o mais fino mel de abelha. E digo mais, é um texto muito original, lírico e bonito. Uma obra que  cala fundo no nosso coração, porque tem um fio condutor que nos leva aos nossos mais belos sentimentos, como: amor, paixão, amizade e outros.

Observa-se, na obra, (p. 30) no poema Pecado toda sua sensibilidade: "A casa cheira a leite, batata, maracujá/e especiarias _/A casa é minha São Saruê, minha Yoknapatawpha,/minha Pasárgada, minha Shangri-lá, meu Será-Fim,/São edificados nichos, colmeias, teias de aranha...// Também (p. 51) no Poema de Lembrar, todo deslumbramento num simples guardador de comidas: "No petisqueiro,/Belinha guardava douradas bananas,/rapadura dura e batida./Mel de uruçu, de engenho/ e farinha.//Do corredor minúsculo, sentia-se/o aroma/do móvel/mais cobiçado da casa.//

Ver-se, também, que não lhe faltara inventividade; a exemplo (p. 63), o poema que dá título ao livro: Melikraton: "A língua de quem amamos/ é suprema,/ mesmo que não seja Latim// A língua de quem amamos/ é sagrada,/ mais que dos anjos.../ É linguagem, metáfora, metalinguagem/ a língua que amamos.//

Ainda, as suas metáforas nos toca o âmago; (uma viagem à beira de um rio) deixa  nossa sensibilidade aflorada para com o que é singelo da vida; são pérolas jogadas no coração de qualquer leitor, como (p. 66) no poema O Barquinho Amarelo, "O Barquinho amarelo/ navega no rio azul/ Azul o céu/ Azul a terra./ Azul a pele da pantera/ de olhos amarelos/ na noite azul.// O barquinho amarelo/ e sua vela branca/ cortam o vento,/ cortam a vida./ Branca a vela, /Branca a barba do pescador/ que veleja o barquinho amarelo.//

Sobretudo,  os incríveis versos metalingüísticos  atenta pra o significado real da poesia; tipo (p.92) em Mapeamento, "Amor,/Poesia é Poesia!/Seja aqui ou na Manchúria,/No Afeganistão ou na Polinésia,/No Será-Fim ou na Conchinchina!// Amor,/ o amor pode falhar./ A poesia/ nunca falha.//

Ler a poetisa Fidélia Cassandra me fez viajar  no tempo e no espaço. Quando aluna do Curso de Letras, da UFPB, nos idos de 1980,meus mestres de Literatura Brasileira me apresentaram  o movimento modernista. Toda aquela gama de informações sobre as vanguardas; suas rupturas com os padrões clássicos. A nova linguagem, com liberdade de estilo, tornando-a coloquial. Além disso, toda aquela reca de bons escritores, tais como:  Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Oswalde de Andrade, Graça Aranha e tantos outros.

Percebera, portanto, a fonte na qual a poetisa fora beber o néctar inspirador. Pois, seus versos trazem toda beleza e encanto, produzidos com o que há de mais vivo no ser, a força de sua respiração. Por isso mesmo, não se importando com métricas, rimas, ritmos etc.; seus versos são ditados, simplesmente,  pelo coração.

Enfim, nada mais tenho a dizer. Apenas que li Melikraton e amei a doçura de sua poesia.  .

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Nelson Mandela (Ou Soneto XVI)


Que ser humano fora esse
Considerado o maior líder da África
Símbolo do Apartheid com grande interesse
No seu povo; e ainda assim, sofrera tais futricas?!

Ganhara o Prêmio Nobel da Paz.
Existe até Dia Internacional Nelson Mandela
Político de mão cheia, galardoado e muito mais
Brilhara, na vida, igual estrela.

Por não ser egocêntrico
Muitas vezes criticado
Esse Madiba jamais será superado!

Às causas humanas se dedicara
Fora um chefe muito respeitado
E, na luta dos Direitos Humanos, excelente advogado!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Jack Kerouac (OU Soneto XV)


Jack Kerouac, grande poeta norte-americano!
Kerouac...! Kerouac...! Tudo teu nos toca 
Disseste: _ Coma seus ovos e cala a boca
Escrevera "On the road"; quanto tutano!

Poeta Beat, alento decisório 
Ditara a Bíblia da Liberdade
E encontrara em Ginsberg fraternidade
Com esse colega construíra laboratório.

Kerouac...! Kerouac...!
Fizeste da vida, canção
Paz e Amor foram tua lição.

Fizeste do pé na estrada
Experiência que a todos encantara
A Geração Beatnik, ao mundo, inspirara.   

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Gozo trem baum (Ou Soneto II)

Fome! Ânsia que a todos aflige
Pois, em todos estômagos remexe
Nada tão ruim que nos avexe
Porém, paciência nos exige.

Amor! Há sempre alguma loucura no amor!
Razão não lhe faltam pra isso
Basta o ciúme acontecer; pra acabar o feitiço
E deixar a cabeça do parceiro naquele torpor.

Ambos, ao homem lhes caem bem
É gozo; e é um trem...!
Porém, muitas vezes, são muitos os atropelos.

Animam, e deixam feliz, o ser humano
No seu viver tão desumano.
Representam o ardor das vísceras.