sábado, 24 de março de 2012

Divina Inspiração



De onde vem tanta inspiração?
Senão das entranhas
Vem de chofre; com tamanha
Emoção. Fluindo-se ao montão.

Esquivar-se, por quê?
Assim, é tudo na vida
Transborda-se;  é a força que
Extrapola na nossa dura lida.

Sempre a brotar sementes
Grão novo e extraordinário
Nas nossas mentes
Alimentando-nos a todos, nós, terráqueos.

Sonhadores deste planeta
Tão destruído; famigerado pela dor
Guerra, e desilusão completa
Embora gerado para o amor.  


quinta-feira, 22 de março de 2012

T---E---A---M---A---R!


Tuas águas são salgadas
Tuas ondas sexuadas
Tuas cores a brilhar
Teu cheiro peculiar.

Diz-me muito o teu murmurar
Tua energia?
Tua sinergia
Acalmam-me e fazem-me conjecturar.

Se bravio, toda cautela é pouca
Alegria em velejar!
Alegria de te amar
Se calmo, vou apenas nadar.

Muito brilho, o sol a me beijar
Curto, demasiado, toda tua natureza
Euforia...dar vontade de cantar
Tudo em ti me enfeitiça e me faz delirar.

Quero garranchar na areia
Escrever um lindo nome
Coisa mais linda do mundo
Mon amour, louco tesão!

sábado, 17 de março de 2012

Gaia: Uma Vingança anunciada



A cada dia
Ver-se as catástrofes
Alastrar-se por todo planeta
O sol já se esconde
Ao meio dia, somente trevas.

São Tsunamis
Tornados
Tempestades
Secas; desertificações
Sem falar nas geadas
Degelos; tudo
Pede ao homem reflexão.

A Terra treme
E os moradores
Ostentam os lucros
Contabilizados.

Consumo compulsivo
Excesso generalizado
Ganância e Poder
O dinheiro é a mola-mestra
Porém, cogitam muito mais
Vão bem além
Querem globalizar
Outro tipo de imperialização.

Mas, o sol já se esconde
Ao meio dia, somente trevas
Cânticos e gemidos
A cada canto do planeta.


O luto, vestido iminente
Bem à moda:
Luto de filho único.

A Terra mudou seu curso
Se antes era de Paz
Hoje Ela quer mais
Quer Guerra
Faz parte. É de sua verve
Assim como o humano
É Constitucional.


Um dia virá
Que a fome não será de pão
Não será de água
'A Fome será de Vida'.

Cambaleantes irão
De um mar a outro
Do norte ao oriente
E cairão por terra
Pra nunca mais se levantarem.


sexta-feira, 9 de março de 2012

As Rosas


As rosas não falam
Se falassem, diriam do seu potencial
Não são poucos; exalam
Em sua beleza, singeleza sem igual.

Seus espinhos, falam-nos muito
Até mais do que seu perfume
Garras que pegam os mais afoitos
Nem o príncipe fica incólume.

Nada é tão lindo
Ante a sua imagem
Tiro o chapéu;  e vou dizendo
Nunca, jamais vi tão bela visagem!

Nem nos sonhos, nem nas quimeras
Nem nos jardins da Babilônia
Nem nas metáforas
Nem mesmo na poesia.

Meus olhos viram coisa mais original
Tal o seu encanto
Tem prá todo gosto; ela é social
É ímpar, e está longe do desencanto.

quarta-feira, 7 de março de 2012

O Tamarindo do Augusto



Tamarindo confidente
Bom amigo, fiel, imponente
Fora o meu melhor companheiro
Nas horas tristes, meu conselheiro.

Não foste só companhia
Mas, vivias em minha vida alheia
De tudo e todos
Trancado em mim; eu era um mentecapto.

É tanto que o meu temperamento
Tão fúnebre; todos meus pensamentos
Aliviavam-se nos versos inspirados em ti.

Foste a própria poética no meu ser
Além, bem além do meu encantamento
Ó, Tamarindo! Não sei o que mais dizer.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Anayde Beiriz: Mulher de verdade


Flor em botão! Professora e Poetisa
Morena, meiga e, ainda muito talentosa
Brilhou, no céu, uma das estrelas
Mais cintilante, e mais luminosa
Lá pelos idos de 1922
Fora das moças mais bela e formosa.

Nascida pra brilhar
Pelos seus 17 anos de idade
Formara-se pela Escola Normal
Menina-moça faceira
Olhos negros; digo: olhar divinal
Anayde Beiriz - uma jovem fenomenal.  

Com os versos que cantava
O seu talento contagiava
O Amor adolescente era o lema
Sentimentos? À flor da pele
Empolgava uns; a outros, muita inveja
Quanto à vida? Ela ditava seu amor.  

Amava às coisas que a rodeava
Ainda tão jovem, era forte como um leão
Uma Pantera, de força e bondade
A toda sociedade
Àquela época, impunha sua personalidade
Era uma menina que nos enchia de emoção.

Alfabetizou os pescadores
Na Vila, conhecida por Cabedelo
Participou ativamente do mundo intelectual
Daquele tempo; foi uma legítima cidadã
Fora muito ousada em suas idéias
Não se prendia às convenções.

Anayde! Anayde!
Quantas foram as tuas quimeras?
Flor por todos desejada
Mas, o teu coração fora de um só homem
Tu o entregaste àquele que amaste
Flor! Tu eras de um jardim único: do Amor.

Amor sincero e fiel
Não poderia ser diferente
Amor de uma pessoa só
“Yo como te amo”
Amava-o como a nem um outro
De sempre e sempre
E pra todo sempre, amém!

Poetisa, nossa homenagem
Sincera, de coração
Vive em nós, tua lembrança
És, pra sempre, nossa inspiração
Hoje, amanhã e sempre
Anunciamos nossa gratidão.