terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Fadados à morte


Quanto vale a vida? Quero saber quanto custa uma vida?
$200.00, $500.00, $1000.00?! Pouco mais?
Usar droga é um barato!Mas se não pagá-la, o bicho pega! É voraz!
Viagem certa! Tua morte não será contida!

Pouco demais por tua alma!
O cão está em teu encalço
Pagara o bilhete do teu passo
É irreversível! 'Tua alma, tua palma!'

Como fazer pra reverter essa doideira?
Não há como! É encarar!
Tiros e tiros à queima-roupa vão te liquidar!

Muitos nessa querem sair, porém é tarde!
Entraram num beco sem saída
E suas vidas não tem mais guarida!

domingo, 19 de janeiro de 2014

Sheherazade


Quantos gostariam de vê-la morta!
Ou, no mínimo, estuprada! Por que essa jornalista
É tão mal vista?! Pra mim, ela é até bem quista!
Não a conheço, mas a considero minha irmã-torta!

Essa moça tem o que não tem os outros!
É inteligente, sagaz, ousada e faz seu papel!
É uma estrela de 1ª grandeza! Força, Raquel!
Tu nos representa, amada! És da roseira, o broto!

Que a tua estrela brilhe mais e mais!
E que tua notoriedade ultrapasse as fronteiras!
Tu és a nossa mais ferrenha guerreira!

Raquel Sheherazade, obrigada por existires!
Que os anjos todos do céu digam amém!
Hoje e sempre! E tua garra vá muito mais além! 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Moacy Cirne


A Poesia não deve ficar presa às palavras
Ela requer outras formas, outras performances
Top de linha; assim como os romances
Fazer poesia é desprender-se! É trabalho de lavras!

É alta voltagem semântica
Uma bomba que explode
Assim é que o poema-processo eclode
Dialoga até com a física quântica.

Dadaísta e surrealista
Bebe nessa fonte artistica
É essa a prática.

Poesia desfilando nas galerias da fama
Exposta igual aos quadros do Miró e outros
Humor, sonho, utopia...! O Moacyr Cirne virara Astro!

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Resenha: Há crônicas e crônicas


Livro: A Idade do bobo
Autor: Chico Viana
Editora: Ideia
João Pessoa/2010


"A Vida é maravilhosa se não se tem medo dela" Charles Chaplin


O livro A Idade do Bobo, do escritor Chico Viana conseguira uma façanha: prender-me à leitura de crônicas! Nunca fui afeita a esse gênero literário. A não ser na época de escola, quando se lia forçado às crônicas dos mestres: Fernando Sabino, Rubem Braga, e Paulo Mendes Campos. Tal livro é muito interessante. E também, bem humorado, desde do seu título. O autor usa e abusa do humor; o trocadilho é um recurso retórico poderoso na sua obra. Quando faz a troca da palavra 'lobo' por 'bobo', jogando com as palavras, dá todo um tom ameno ao enfoque. Ainda mais, quando esclarece: "O lobo corre, vai à caça. O bobo fica, reavalia seus sonhos, alvos e projetos, questiona os fatos vividos e os fatos hodiernos; compara valores antigos e valores atuais e questiona uns e outros, inclusive a existência humana."

De fato, bem estratégico, na vida, é saber trilhar  o seu caminho; por pior que seja! Todo cuidado é pouco! Esse bobo está mais pra filósofo. Condição necessária de todo aquele que raciocina e queira sobreviver. O lobo se metamorfosea no bobo pra safar-se das agruras do dia a dia. Nada mal!

Além disso, contundente é que o autor dá a esse 'bobo' todo um valor humano e potencialidade de talentos, mostrando toda sua bagagem sensível e intelectual. É como que a cada texto ele fosse se revelando. Sua capacidade é tamanha que atrai pra si toda tensão narrativa. E não custa muito a revelar-se num expert, tanto nos assuntos triviais quanto políticos, financeiros, sentimentais, afetivos e até religiosos. Crônica a crônica ele se empodera de um caráter peculiar dos homens com H. Um autêntico gentleman.  O bobo se personifica nesse homem tão escasso na face da terra. O homem que toda mulher quer na sua vida! Um  Homem com H maiúsculo pra compartilhar  os bons e maus  momentos! 

Vê-se, abaixo, todo o foco narrativo em:

(p.11) A namorada
Nós brigávamos muito. Os amigos nos viam mais afastados do que juntos, e quando encontravam um dos dois a primeira pergunta que faziam era: "Vocês ainda estão namorando?" (...) Ficávamos um tempo sem nos ver, e nesse período eu lhe mandava cartas. As cartas eram uma tentativa de explicação, um meio de pedir a ela que me perdoasse.(...) Dias depois nos reconciliávamos por entre beijos tórridos e juras eternas... (...) à p.13, ...Não sei se perdoei  de todo aquela namorada.Às vezes acho que me casei com ela por uma espécie de vingança.

(ps.108/110) Palavreando
(...)
A leitura é um vício diferente dos outros. Causa independência.
                    ***
O vazio metafísico dói menos do que o do bolso.
                    ***
Sou de um tempo em que filme de mulher pelada era filme de freira.
                   (...)
Uns entram nas academias para conquistar a imortalidade. Outros, para confirmar que estão mesmo mortos.
                    ***
Foi professor, morreu pobre. Mas teve ao menos uma vida de classe.

(p. 125) Novos pecados
(...) O pecado é uma transgressão individual. Tem a ver com a alma, não com as ações coletivas. Os chamadas crimes sociais refletem a desobediência  a prescrições que já existem. A principal delas  é "Ama a teu próximo  como a ti mesmo", que Immanuel Kant formulou em nível prático como "Não faça aos outros o que não queres que te façam". 

Enfim, essa obra  A Idade do bobo-crônicas veio pra ficar na história! Bom, pelo menos na minha história, ela ficará para sempre. Pois, fora ótima pra fugir à regra que eu não gostava de crônicas! Portanto, uma excelente Leitura com L maiúsculo!

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Cannabis




Planta resinosa - o conhecido Haxixe
Psicoativo tetrahidrocanabinol  -
Canabinoides como o canabidol -
Causa  euforia, a verdinha. Vixe!

Faz a cabeça até de muitos doutores
Comem da fruta até o caroço; é claro
Que o preconceito é grande. Declaro:
Tudo por baixo dos panos. São uns atores!

Hoje, o Uraguai, o primeiro país a legalizá-la
Em Haia, por Convenção global, fora proíbida
Aquele povo, ainda, chorarão por descriminalizá-la!

O brasileiro não tem psiquê pra isso
Mesmo porque, há outras pendengas
Que necessitam prioridades. Pensem nisso!    

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

A Idade do lobo




Dizem que o homem nasce, cresce, fica bobo
E casa. Depois disso, fica esperto e sai de casa
Arranja duas de vinte noutra praça
Vai gozar a vida, pois virara lobo.

Ele vira um garanhão. Não quer saber de prisão
Dá uma virada de mesa geral. Vira louco.
Qual Narciso, o espelho é seu guru e acha pouco
Pinta o cabelo, e até os pelos das ventas, o 'bobão'.

A mulher e os filhos que se explodam!
Quer mais da vida, quer muita curtição!
Por esse rio, outras águas correrão.

As meninas que o aguardem!
Cansara de tudo! Agora, tá noutra!
Numa 'nice', quer mais o carinho de outras.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Resenha: Fractal


  • Livro: Acaso caos- Poemas
  • Autor: Bruno Gaudêncio
  • Editora: Ideias
  • João Pessoa: 2013
     
"É NECESSÁRIO TER O CAOS CÁ DENTRO PARA GERAR UMA ESTRELA"         Friedrich Nietzsche

O Poeta romano Ovídio foi o primeiro a atribuir a noção de desordem, confusão ao caos. O meteorologista americano Edward Lorenz fora quem designara o termo "efeito-borbuleta", isto é, fenômenos simples  tem um efeito caótico quanto à vida. Exemplo: "o bater das asas de um simples inseto, na Ásia, pode determinar ou impedir a ocorrência de uma tempestade nos Estados Unidos. Especialistas ligados às ciências humanas, no entanto, identificam "o dedo" do caos em revoluções políticas, em transformações econômicas e na modificação de costumes e regras morais. O matemático polonês Benoit Mandelbrot, a partir dessa teoria do caos, desenvolvera os fractais, figuras geradas de fórmulas que retratam matematicamente a geometria da natureza; símbolo sofisticado da ciência do caos nos dias atuais.

Na literatura, a teia embrionária das ideias, dos realistas, ficcionistas ou outro aficionado da escrita, é caótica; seja ele jornalista, escritor(a), poeta etc. A vida humana é complexa e sua realidade é a musa instigadora de todo aquele  vivente da luz que ascende ao universo das letras. Em tal  mundo, somente alguém dedicado e apaixonado por tamanha façanha.  Dependerá muito do grau de sua percepção; do sentir as coisas que o rodeia.


O Poeta Bruno Gaudêncio em sua bela obra 'acaso caos/poemas' foi superfeliz quando do caos, fizera seu aconchego, ninho de paz. Compartilhando, carinhosamente, o seu trabalho. Observa-se, todo o seu congraçamento com  amigos da arte de escrever:

Logo de início, a dedicatória é para Luis Avelima/ José Inácio Vieira de Melo/e Sérgio de Castro Pinto.
Idem procedimento, nos seguintes poemas, são oferecidos a ilustres escritores, vê-se:
Pg. 22 Para Hildeberto Barbosa Filho
A Angústia do poema
compósito de ideias,/ ritmos/ e imagens,/ o poema angustia-se/ quando (mal) nascido// cresce/ enquanto elemento intrínsico/ na tessitura do infinito(...)
Pg. 26 Para Wellington de Melo
Estrangeiros no labirinto
morde/ a febre/ que te consome/ internamente// joga fora/ omedo,/ mastiga o credo,/ liquida as horas
Pg. 29 Para W. J. Solla
No ruído dos ossos
na parte de ser exato/me reparto válido,/ sendo eterno e indevido://por inteiro/me perco/ por dentro/ me sobro/ por fora/ me completo (...)
Pg.44 Para Ronaldo Cunha Lima
Da arte de engolir sapos
a cidade luta por seus ossos/ caminha em passos largos/ pelas costas da evolução/ mas os guerreiros da culpa/tragam sua história/ inventando heróis e mártires/ através do revólver da comoção.

A obra acaso caos mostra todo despojamento do autor em relação aos padrões formais. Ao mesmo tempo, percebe-se quais suas fontes inspiradoras, que vão desde Baudelaire, passando por Drummond, Augusto dos Anjos e tantos outros poetas da nossa exuberante Literatura Brasileira e também universal.

Assim, resta apenas fazer um convite  pra uma leitura pra lá de boa. Ademais, deixo aqui os meus parabéns aos conterrâneos por mais essa obra paraibana.

PARABÉNS E EXCELENTE LEITURA!