terça-feira, 14 de agosto de 2012

Índio quer apito




Todo dia é dia de índio em Jampa!As nossas sestas são feitas, toda tarde, numa rede; o feijãozinho só vale, se misturado com uma deliciosa farinha; gostamos da orla, damos sempre nossas passeadinhas; não esquecemos, na rotina diária, do pescado, da orelha furada, de pintarmos as unhas e os cabelos. Eu quero mesmo esses índios chupando manga; prá índio falta só o abacaxi! Ah, índio não gosta de ananás? Então não farta nada, nadinha! Porém, todo dia é dia de índio em Jampa! Faço um bobó de camarão com muitos ingredientes gostosos e dou cor com açafrão; não deixo de cozer uma macaxeira molinha e fazer um bom pirão. Tenho que ter muita inspiração na hora de comer e dividir a tapioca com os indinhos. Irmãos de fé, de moleza e de tesão. De ser e de não-ser. Há muitas coisas que fazem nossa comunhão. Acompanhem meu raciocínio: Essa raça muito esquecida faz parte de nossa colonização. Ela não quer apito, quer mais é qualidade de vida. Conforto, alimentação, educação e também consideração prá seus filhos. Saibamos compartilhar com essa gente renegada. Não sejamos ingratos com quem mais nos presenteou com seus dons e bens. Ganhamos desde as raízes, o desprendimento, as lendas, o folclore, a gastronomia, ou melhor, muitas coisas foram deles absorvidas na nossa vida. Não podemos ser um povo sem memória; precisamos dar valor prá sentirmos dignidade e justiça da nossa história. Essa gente desde sempre foi marginalizada. Preenchamos logo esse parêntese! Chegou a hora! Façamos a esses irmãozinhos o que eles nos fizeram, deram-nos a vida sem nada pedir em troca. Sua generosidade foi tamanha que os séculos se passaram, e nada nosso exigiram. Chegou nossa hora! Minha gente, façamos nossa parte! Pois todo dia é dia de índio em Jampa! Os índios precisam urgentemente serem reconquistados por nós!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Resenha: O Homem é o que escolhe ser



QUOTIDIANO, do escritor Jorge Mariano Alves
Ideia  -  João Pessoa/2004


Aprendi com as Primaveras a me deixar cortar para poder voltar sempre inteira.
Cecília Meireles

Não dá pra não gostar da poesia do poeta Jorge Mariano. Poeta nascido no município de Bananeiras, Paraíba, no ano de 1947. Quotidiano é um livro que faz (o leitor) pensar que nem tudo está perdido nesse mundo. Exige-lhe, ainda, que o faça, tipo de cabeceira, já que além dele ter um fluxo temático muito prazeroso; é daqueles que jamais se encontrará em uma prateleira, pois essa obra é como uma fruta saborosa da qual quem a chupa, ficará literalmente com água na boca; com aquele gostinho de quero mais.

Q u o t i d i a n o, de Jorge Mariano Alves
Está muito imbricado no leitor. Uma, porque tal poesia é rica de detalhes, descrições, cenários do cotidiano de toda e qualquer pessoa humana; fazendo-a, portanto, visualizar justamente o que o autor pretendeu passar. Outra, porque faz encontrar-se, de mansinho, o porto seguro que é o viver a família e os amigos, coisa rara pra muitos; por causa justamente de um quotidiano tão opressor na correria diária nos dias atuais.
O referido autor traduz uma mente poderosa, livre das maldades do mundo que o rodeia; mesmo ele sendo sobrevivente de um mundo caótico, cheio de tudo quanto é mazelas, tais como: indiferença de amigos, traição, aflições de toda sorte, a morte do pai, da mãe, e a insensatez de alguns, opta em cantar a generosidade do coração humano. O texto retrata, com toda meiguice, o poder do amor à vida da lira do poeta em voga.
Vê-se:
“E é enfrentando toda fúria da procela/ Que a gente sente como a vida é bela/Ao surgimento de uma nova calmaria!”(p.39)
O autor escreve belamente. Os versos acima são uma pequena amostra da riqueza que se tem ao ler Quotidiano. O eu-poético se transborda nos suaves versos de um soneto, trova, quadra etc. A catarse é-se mister! Tudo muito na formalidade, reforçando o peso das palavras. Palavras essas de um estilo eloquente, próprio de grandes nomes da literatura brasileira. Assim como um Carlos Drummomd de Andrade, Mário Quintana, Cecília Meireles e tantos outros.
A obra, enfocada, além de introduzir o poeta no mundo das letras, mostra que o mesmo veio pra ficar. E, também, que a sua poética é um caleidoscópio de afetividade à flor da pele; recheada de uma dose substancial de doçura e carinho. Reflete, por conseguinte, toda a força de sua imaginação, da qual brotam versos de fontes heterogêneas, e das mais distintas experiências íntimas.
Como disse Fernando Pessoa: “Navegar é preciso, viver não é preciso.”
Jorge Mariano vai até mais além nos versos abaixo:
“Se o homem tem uma meta,/ Seguindo por linha reta,/ Consegue o que for preciso;/ Como tudo é ilusão,/ Poderá a decepção/ Deixá-lo  um pouco indeciso./...Mas é preciso lutar,/ Com vontade de ganhar,/ Ou só pra competir./ Pois quem sabe assim não fizer,/ Não sabe que a vida o é,/ Não pode a vida sentir.”(p. 118)
Os sonetos, sextilhas, quadras, trovas traçam bem o perfil de romantismo, apresentado no que dita os sentimentos, legitimado no ritmo do pulsar de um coração forte, generoso; de onde, inclusive, pulula o belo de sua obra, que tanto afaga a alma humana.
“Quando alguém que a gente ama,/ Parte e deixa aquela chama/ Surpreendente da saudade:/ O que se chama beleza/ É transformada em tristeza/ Que ao coração nosso invade!”(p.89)
Marca, então, seu peculiar estilo nos versos:
“Entre morte, nascimento/ Formatura, casamento,/ Um e outro aniversário/ E outros eventos da vida:/ Com a família querida/ Vou preenchendo o meu diário.(p.92)
A linguagem metalinguística, dos versos seguintes, cala fundo naquilo que o escritor Jorge Mariano é Mestre: os sentimentos do âmago. Aliás, essa é a máxima de todo bom poeta, concebida pelo próprio:
Verifica-se:
“Poesia é sentimento/ Que emana de dentro d’alma,/ E é expresso num momento/ De reflexão e calma;/ É a fórmula perfeita/ Que todo poeta receita,/ Para afugentar os traumas.”(p.115)
Por fim, pode-se dizer que a poesia do paraibano Jorge Mariano Alves é o que se tem de mais autêntico e original em meio à profícua literatura do nosso estado para deleite de todos que apreciam um bom livro.
A preciosa obra poética Quotidiano fica aqui mais do que recomendada!

terça-feira, 10 de julho de 2012

Resenha: A Lírica do Poeta Ronaldo Cunha Lima





Velas Enfunadas – Poemas à beira mar
Livro do Poeta Ronaldo Cunha Lima
Ed. Ideia
João Pessoa/2010

  A felicidade não é um ideal da razão, mas sim da imaginação” Emmanuel Kant

O livro Velas Enfunadas, do Poeta Ronaldo Cunha Lima é, sem dúvida, um Canto de amor, mais que isso, é uma Declaração de amor. Não há como negar nem como não se apaixonar por sua lírica.
Sublime é o homem que se faz adolescente, ‘menino mesmo’ nos sentimentos e emoções.
O Eu-lírico do poeta extrapola-se no vagar sensível, romântico; vai fundo no âmago. E é, por tudo isso, que o leitor, dessa obra, se deslumbra. Ele fala direto ao coração. Além disso, o Poeta é de uma riqueza linguística marcante, demostrando todo um traquejo vocabular. O uso metafórico é a sua força precípua. 
Ex.: “A minha vida é uma noite enclausurada,
        com prenúncios de ocaso do que existe,
        é o vazio do medo de ser triste,
        é a procura de ser, sem ser mais nada.” p.30    
Distribuído em 30 sonetos, acrescidos de quarteto, décimas, sextilhas, quadras e outros tantos variados modos de versos, o Poeta enfuna o peito e faz valer a sua veia criadora e artística num pouporri de ritmos, rimas e formas que enlevam o mais insano coração.
Observe:
 “Viajante dos sonhos que sonhei,
  eu me fiz timoneiro das quimeras
  em cada porto fui deixando esperas,
  e  em cada espera um novo amor deixei.” p.34         
Tem muito mais, o eu-lírico transborda, no seu versejar, toda paixão, encantamento e loucura, tendo como cúmplice o Mar. Esse é aquele de todas as horas; pronto pra tudo. O refúgio, conforto; é a sua regra três. O Mar e seus mistérios, que não são poucos! A sua cor esverdeada lembra os olhos da amada. 
Em: “O seu olhar que maldade!
         de meu olhar se perdeu.
         Mas, no mar mato a saudade
         do verde que me esqueceu.” p.40
O Mar é a casa onde o Poeta faz a sua morada imaginativa, revivendo os sonhos da meninice, de cujos sonhos, fala tão bem no próprio Prólogo: “Eu as vias com a distância de meus olhos infantis, o coração batendo mais disparado que... (...) Elas iam e vinham brancas,  cinzas, amarelas, cortando o verde das águas em direção ao infinito ou em busca da praia,...”p.23  

Assim, concluo dizendo-lhe, leitor: Corra logo à primeira livraria e faça uma ótima leitura!    

        

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Uma outra fábrica robusta: a seca da Paraíba





Há quanto tempo ouço falarem da seca e de suas consequências? Pobres miseráveis que passam o maior perrengue na época da estiagem. O que fizeram nesses últimos cinquenta anos, de concreto, pra debelar, ou talvez minimizar o sofrimento desses que passam por essa catástrofe que assola o sertão? Quais as políticas públicas efetivas empreendidas em prol desse povo sofrido e tão carente? Quais as secretarias estaduais e municipais que atendam prioritariamente essa parte do estado tão arrasada por esse fenômeno climático destruidor? Quantos políticos paraibanos encaparam essa luta que não é de um, nem de dois, mas de todos? Governadores, Senadores, Deputados, Vereadores? Quantos empreendimentos foram realizados para, ao menos, minimizar a carência total do povo que passa por esse mal? Como: pesquisas, estudos, empregos, ajuda do tipo um polo industrial etc.?
Quantos já enricaram com o dinheiro destinado a sanar esse fenômeno? É, porque sabemos que muita grana destinada à seca paraibana é, foi e será uma fonte de muitos se locupletarem. Quantos políticos, com certeza, não usaram desse lema como meio de se elegerem, e depois nem se lembraram do compromisso assumido? Quantos mais abarrotaram ou abarrotam suas contas bancárias com o dinheiro destinado a essa mazela que é premente solidariedade? É, porque se sensibilizam com a África, o Timor Leste, a guerra do Iraque e por que dão às costas ao seu próprio povo?
A Paraíba não pode continuar sendo uma terra de ninguém, no ‘meio do nada’ como é considerado pelo sul e sudeste do país. Pra isso o seu povo tem que se dar mais valor e mudar de comportamento, ter mais autoestima. Não é separar o país como há algum tempo fora proposto; não. É preciso entender que podemos construir uma outra realidade, se quisermos. Acreditar no nosso potencial. A Paraíba pode como Bahia, Pernambuco, Ceará, e RGN! A começar por nossa televisão; ela precisa ser mais nossa; inclusive, com programas com roteiros, temas, gente, cara nossa etc. Assim, quem sabe a mídia propicie uma revolução de massa, já que nunca se fez nem será feito pela educação.
A Paraíba não pode ficar à margem do progresso da nação. Por isso conclamo a todos meus conterrâneos: vamos à luta!
“NOSSO SONHO É NOSSO! NÃO PODEMOS VIVER A VIDA INTEIRA, VIVENDO O SONHO LÁ DO RIO E SÃO PAULO.”
Portanto, cabe a nós a nossa parte.

domingo, 24 de junho de 2012

Nos Tempos modernos é assim


Dedicado às mães brasileiras
Cena 1-
O meu filho mais velho mora em república; daí foi à minha casa me visitar, ao invés de conversar comigo, liga o lep top, parecia até que eu estava invisível ou havia saído. Pois dar 1, 2, 3hs, ele rindo de alguma coisa engraçada e nem tum pra minha pessoa. Então, pergunto: _O que é de tão engraçado, filho? Ele responde: _Nada, mãe! Gargalha depois. Eu curiosa outra vez lhe pergunto:_ O que tem aí tão divertido? Ele:_Nada, mãe!
As horas passam. No outro dia tudo de novo; no outro, e no outro dia a mesma coisa. Eu não contei conversa e disse-lhe:_ Vá pra sua casa. Ele nem me retrucou nada, pegou a mochila e se escafedeu.

Cena 2
Minha filha Júlia chegou em casa altas horas da balada. Assim que entrou em casa perguntou-me: _Mãe, cadê o teu celular? Mas que depressa eu lhe entrego o aparelho. Dar 1,2,3hs, ela rindo compulsivamente. Daí, pergunto-lhe: _O que é de tão cômico, minha filha? Ela me responde distraída: _Nada não, mãe. Então, tomei o celular da mão dela e disse-lhe: _Se não é nada importante, então chega de conversa e risadagem.

Cena 3
O meu caçula chegou da escola. Senta-se à mesa pra almoçar. Eu como sempre pus a sua comida. Ele ficou quieto não me disse absolutamente nada. Comeu toda a comida e foi pra frente da televisão. Então perguntei-lhe: _ A comida estava boa, filho? Sabe o que ele me disse: _Sai pra lá; não me incomoda, mãe. Quero ficar em paz. Posso?
Assim termina a história da solidão de uma mãe. Mulher que deu a alma e a vida pela felicidade de sua prole. (Uma Mãe é pra cem filhos, mas cem filhos não é para uma mãe!)No meu caso, uma  mãe é pra três filhos, mas três filhos não é pra uma mãe.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Resenha: Vitória de Samotrácia




Trigal com Corvos
W. J. Solha
Palimage Editores – 2004
Na capa autoretrato de W. J. Solha inserido na pintura “Tribal com Corvos” de Van Gogh
Diagramação/capa: José Hertz da Cruz
                             
“Para que haja grandes poetas é preciso que haja também um grande público.”
                                                                      (Walt Whitman)

                                                                         
O livro Trigal com Corvos, do escritor W. J. Solha, é sua única obra poética dentre peças de teatro, romances, exposição de pintura e até atuação no cinema. Pode-se denominá-la de Solhapedia pelo cabedal de conhecimento que se tem ao lê-la. Sem dúvida alguma, a wikipédia está aquém da gama de informação que tal obra traz no seu bojo. Observe:
“O mundo é uma enciclopédia que junta Moscou com mosca
                                                                           pavão com Pávlova
                                                                         ciclo com Ciclope
                                                                         e aceita – com igual isen-
                                                                         ção  -  que “escatologia”
                                                                         tanto signifique doutrina te-
                                                                         ológica que trata do destino
                                                                         final do homem e do mundo  
                                                                         (se vem do grego éskhatos) p.54

Diz o autor que ficou nada menos que quatorze anos escrevendo a mesma. Não é pra menos! Na sua poética, ver-se como é rico o leque de cultura que se permeia por toda a extensão desse belo livro. Desde filosofia, sociologia, psicologia, artes (de modo geral, teatro, cinema, tv, fotografia), literatura, dramaturgia, teologia, e história. Detalhe, bem ao estilo ‘uteriniano’.
ex:
         “e de repente leio Borges afirmando que, a temporada dos grandes
 autores e poetas já se foi
                  a que se segue o impacto de ver Mário Pedrosa dizendo em “Mundo
Homem Arte Em Crise” que estamos em plena crise da civilização verbal
                 pelo que me vejo recomeçando um trabalho já superado por si mesmo
                                                                           e faço uma parada
                                                                                                             total!” p.17

A Obra Trigal com Corvos é mesmo de peso! Feita com simplicidade, clareza e fácil de ser lida;  sem rodeios nem floreios. Agora, quanto aos Corvos creio que o escritor fez uma homenagem ao poeta paraibano Augusto dos Anjos; como todo conterrâneo que se preze é caído de paixão por essa sumidade da literatura brasileira; além de sua intertextualidade com a pintura do Van Gogh.  Já os Trigais; aparecem amarelhinhos, bem à época da colheita. 

Pois pois os corvos estavam à ronda:
“Jamais me droguei como Freud
                                                 Poe
                                                 Basquiat
Jamais briguei como Caravaggio
Nem fui homossexual como ele e Tchaikovsky
                                                             Leonardo
                                                             Auden
                                                             Lorca
                                                             Miguelângelo
                                                             Fernando Pessoa
                                                             Warhol
                                                            Tenessee Willias
                                                            Whitman
                                                            Ou Shakespeare
     Vai ver que por isso jamais fiz nada que preste.”  P. 38


Valem outros:
“...
O suficiente
                                                           ainda
                                                           para ler Maiakowsky
                                                           Brecht
                                                           Gide Sartre Camus
                                                                                Thomas Mann
                                                        Além de Faulkner Hemingway Pound Eliot Fitzgerald
                                                                          Huxley
                                                                Hesse Steinbeck Cortázar
                                                       e para vê-los
                                                                     todos
                                                                     perdendo impacto prestígio e brilho
                                                                     todos ficando cada vez mais sem...substância
                                                                     na distância infinita que agora nos separa
                                                                    como os corpos – no parto – de mãe e filho.”
                                                                                                                            P.87
   
Mais:
“Daí que procuro sempre a essência
                                                                   em meus textos
como  que acaso e tempo chegara na Vitória de Samotrácia
                 ensinando-me que  
                                                    na verdade
                 toda obra de arte tem pelo menos uma parte melhor que o todo
- como o segundo movimento do concerto número quarto
de Beethoven
                   no qual o tranquilo piano dialoga com a furiosa orquestra até
                   dominá-la
- e é só ela que me interessa.” ps. 87/88


Vale a pena conhecer essa paideia paraibana!  O areté W. J. Solha!
                                     
 ( todos em pé) Digamos  B R A V O! B R A V O!




domingo, 17 de junho de 2012

O Planeta agradece


O homem é um cascão
Não cuida de seu lixo; não
Toneladas e toneladas…
De resíduos fora, jogadas.
Além dele poluir o ambiente
Quer mais, quer que o planeta esquente
Vira bicho, se alguém reclama numa boa
Da lata de cerveja que jogou à toa.

Ó parangolé doido!Bicho d’outro planeta!
Fica com cara de peido…
Não vê um palmo além do nariz
O planeta pede socorro. Está por um triz.


Vejas se cai na real
Toma! Que o filho é sideral!
O leite está sendo derramado
Quando alguém deve ser responsabilizado.

Sei que tudo passa na vida
Tu passarás também
Sinto-me lânguida
Faça-me o favor: deixes de desdém.

Seu retardado, tu abilolou?
É contigo que falando estou
Sejas um pouco mais consciente
Não desprezes o bonde da história, seu demente!

Abras exceção, faças tua parte
Cuides do teu habitat
Preserves a natureza
Prá teu descendente apreciar tua proeza.

O papo está bom…demais de bom…!
Mas, chegou minha hora
Eu já me vou embora
Fica então meu recado; adeus…, tá bom!